Projetos de Cooperação Técnica compõem uma das principais modalidades de atividades da JICA no exterior.
São esforços orientados ao resultado, sintetizam a junção de conhecimentos, experiência e habilidades do Japão e dos países em desenvolvimento na resolução de problemas específicos, em um decorrer pré-determinado de tempo. Os projetos podem envolver o envio de peritos do Japão para oferecer apoio técnico, convite de pessoal de países em desenvolvimento para treinamento, ou a provisão de equipamento necessário.
No Brasil, depois de receber uma solicitação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a JICA adota várias abordagens (instrumentos de cooperação). Com o intuito de promover o desenvolvimento, a JICA determina como serão combinados estes instrumentos de cooperação, por quanto tempo eles serão implementados e como serão dispostos no tempo para se obter resultados mais efetivos e eficientes.
Projetos de Cooperação Técnica são implementados de acordo com um plano construído mediante consultas com o país receptor. A fim de ajudar no enfoque de cada problema, de tal forma que uma ampla extensão de necessidades dos países em desenvolvimento possa ser atendida, efetiva e eficientemente, planos de cooperação são elaborados sob medida e implementados conjuntamente com instituições nacionais.
Cooperação com respeito à autoria
A Cooperação japonesa é fornecida baseando-se no conceito de auxílio a esforços próprios dos países em desenvolvimento. Projetos de Cooperação Técnica são implementados em conjunto, por pessoal dos países receptores e do Japão. A autoria do projeto repousa estritamente sobre o país receptor e o status japonês é o de parceiro na cooperação.
Pessoal brasileiro (governo, governo local, ONGs, cidadãos etc.) exerce sua autoria no projeto. A maioria dos projetos de cooperação técnica incorpora métodos participativos que envolvem residentes da área alvo do projeto em planejamento, administração e avaliação deste.
Em termos de planejamento, a fim de auxiliar esforços próprios do Brasil, a JICA arca com os custos e o auxilia na sua composição. Uma vez terminado o período de cooperação, espera-se que o Brasil continue sozinho o projeto. Escala e planos de implementação de um projeto são traçados com base em prognósticos sobre a capacidade de organização responsável pela implementação do projeto no país receptor para custeá-lo depois que o período de cooperação for concluído.
Cooperação com o Setor Privado
Mais projetos, tais como aqueles na área de tecnologia da informação (TI), beneficiam-se de know-how técnico e experiência acumulada no setor privado. No ano fiscal de 2001 a JICA introduziu um método de consignar toda a gerência de um projeto a uma organização privada pela utilização de recursos humanos e know-how no setor privado. Com a introdução deste método espera-se que seja alcançado um leque mais amplo de projetos orientados ao resultado.
Planejamento e Avaliação
Ao planejar um projeto, a significância e a validade do projeto é examinada como uma avaliação ex-ante. A avaliação ex-ante é realizada em termos de cinco critérios: relevância, efetividade, eficiência, impacto e sustentabilidade. Esta avaliação é designada para estimar o efeito do projeto o quão quantitativa e objetivamente possível, a fim de designar uma meta clara.
Projetos de Cooperação Técnica que serão implementados continuamente por mais de três anos incorporam avaliações intermediárias à metade do termo de cooperação. Avaliações finais são executadas seis meses antes que um projeto termine.
O propósito das avaliações intermediarias e finais é estudar e analisar o projeto, baseado-se nos mesmos cinco critérios usados nas avaliações ex-ante, bem como determinar, quer sim ou quer não, se a projeção antes do início do projeto é correta. A avaliação final é feita para determinar se um projeto deveria ser finalizado ou estendido e para considerar a necessidade de outras medidas de acompanhamento (follow-up).